sábado, 11 de junho de 2011

Eu e tu chega-me. Eu e Tu. Ponto final.


Sedução é uma palavra perigosa. E para quem não sabe, traição é uma ainda pior.
É aqui que me pergunto: "O que é isto? Onde é que vim parar afinal?"
As pessoas à minha volta estão tão, conscientemente, ligadas ao prazer sexual. É isso que querem, apesar de tudo. Acho que substituiram a necessidade humana de prazer pelo seu único objectivo de vida. E na verdade existem tantos outros prazeres por aí: literatura, arte, culinária e tantos outros.
Entristece-me a perda, e ainda não consigo lidar com isso. Sem meias palavras, mexe com o meu sistema nervoso ver que as pessoas não se levam a sério nas relações, parece que ainda é tudo a brincar. Parece que ainda estão todos a brincar, tal como quando eram crianças, no infantário: "Tu és o marido, eu a mulher, está bem?" e depois o jogo tem de terminar para se mudarem de jogadores ou apenas para se lanchar e depois irem às suas vidinhas. Posso estar errado, ao estar a viver as coisas demasiado sérias, mas é quem eu sou. Podem achar que estou a jogar demasiado a sério, mas, para mim quando alguém me diz, olhos nos olhos: "Tu és o marido, eu a mulher, está bem?", desculpem mas para mim isto não é brincadeira de espécie alguma. Nem nunca será, lamento. Chamem-me o que quiserem, mas para mim entrega é entrega, compromisso é compromisso, amor é...amor. Não parece tão simples?
Mas não é, pelos vistos.
Existem muitos pormenores no meio, demasiados. E, sinceramente, isso dá-me náuseas e dá-me a leve sensação de afogamento, provocado.
Quando me refiro a pormenores, refiro-me a pessoas que não sabem manter-se no lugar delas, porque a única coisa que sabem fazer é jogar, é esse o prazer deles. Mas não é o meu.
E para que fique bem claro, eu sei jogar. Mas alguém me mostrou que não é preciso quando se ama. É uma frase linda esta, é, é bonito dar-me conta do que significa, mas que farei no dia em que me levarem essa mesma pessoa? 
Se chegar o "monstro" e a enfeitiçar?
Será que ninguém me ouve? Será tão dificil de perceber? Está tudo tão claro.
Que farei se um dia a confundirem e ela não souber mais o que é "isto" e o que significa?

Juro-vos que estou a perder a paciência.
E eu tenho os meus limites.
Às vezes fico com a sensação que não consigo ser explícito o suficiente.
Mas tento mais uma vez. E outra. Parece que ela não consegue perceber que preferia não ter ninguém a não a ter.
Encolho os ombros, entretanto, e vejo que é tudo uma estupidez. Um pequeno buraco abre-se, um palmo abaixo da garganta. 
A tristeza bate à porta e entra como se a casa fosse dela, e não consigo evitar:

- Quer um chá?

E como seria de esperar, ela responde:

- Aceito. Aceito. Faço-lhe companhia.

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